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Sobre a ESFB

1914

Na freguesia lisboeta de Santos-o-Velho, nasce a Escola Professor Benevides.

 

Ocupando as instalações adaptadas do que outrora fora o palácio dos Condes de Murça, começa por ministrar o ensino oficial de modelação, trabalhos cerâmicos e trabalhos no vidro. Nos alvores da década, inicia-se o Curso de Serralharia.

1963

Uma parte das instalações da Escola Industrial de Fonseca Benevides, a funcionar em Santos-o-Velho, é transferida para o edifício oitocentista entretanto desocupado pela Escola Industrial de Marquês de Pombal, na Rua dos Lusíadas. A secção de Química manter-se-á nas instalações de Santos até 1986 / 1987.

1992

Início da construção de um bloco de ligação entre as instalações da Rua dos Lusíadas e da Rua de Alcântara – o chamado “Edifício Novo” – cuja conclusão só se veio a verificar no ano letivo de 1998/1999.

2007/2008

Fase 0 (zero) do projeto de requalificação e ampliação da antiga Escola Secundária de D. João de Castro, edifício inaugurado em 1949, com traço do arquiteto José Costa e Silva. A Escola Secundária de Fonseca Benevides será transferida para este espaço no ano letivo seguinte. Inserida no âmbito do Programa de Modernização das Escolas do Ensino Secundário afetas ao Ministério da Educação, a obra está a cargo da empresa Parque Escolar, E. P. E., com projeto do Arquiteto Gonçalo Byrne.

2008/2009

A Escola abandona as instalações da Rua dos Lusíadas e é transferida para o novo espaço no Alto de Santo Amaro, designado Pólo de Educação e Formação D. João de Castro, onde funciona até aos dias de hoje.

Francisco de Fonseca Benevides

Francisco da Fonseca Benevides nasceu em Lisboa em 1836, tendo falecido em 1911. Foi professor de Física e de Hidrografia no Instituto Industrial de Lisboa, da Mecânica de Artilharia na Escola Naval de Lisboa, tendo concluído o curso da Escola Politécnica e ingressado na Marinha em 1851, onde permaneceu até 1856.

 

Em 1854 foi nomeado, por concurso, regente da cadeira de Física do Instituto de Lisboa e Lente de Matemática e Artilharia da Escola Naval. Fez parte das Comissões encarregadas de estudar as exposições Internacional do Porto (1856) e Universal de Paris (1867).

 

Fonseca Benevides fundou o Museu Tecnológico do Instituto Industrial de Lisboa. Em 1866 foi admitido da Academia das Ciências. Foi nomeado inspetor das Escolas Industriais de Portugal em 1884. Foi agraciado com os graus de Cavaleiro da Ordem de Cristo (1862), Cavaleiro da Ordem de Santiago (1866) e Comendador da Ordem de Cristo (1867), tendo ainda sido admitido como Sócio Correspondente da Academia Real das Ciências de Lisboa, em 1866. 

Foi autor de uma vasta obra e colaborou em revistas científicas da sua época, abrangendo domínios tão diversos com a física, a história e a música, destacando-se, entre outros:

  • Curso de Artilharia da Escola Naval: descrição do material de guerra. Lisboa, 1858.

  • Curso elementar de Física, contendo algumas noções de mecânica, e aplicações científicas e industriais. Lisboa, 1863.

  • O fogo: obra científica e literária. Lisboa, 1866.

  • A Música: memória histórico-descritiva, em seis capítulos, inserta no Archivo pittoresco, vol IX, 1866.

  • Tratado elementar de eletricidade e magnetismo, contendo numerosas aplicações às ciências, artes e indústrias. Lisboa, 1868

ESCOLA SECUNDÁRIA DE FONSECA BENEVIDES
(ES D. JOÃO DE CASTRO)

A Escola D. João de Castro, localizada na zona ocidental de Lisboa, na freguesia de Alcântara, foi inaugurada em 1949 com a designação de Liceu D. João de Castro.

 

O projeto foi elaborado em 1945 na Junta das Construções Escolares para o Ensino Técnico e Secundário do Ministério das Obras Públicas (JCETS-MOP).

A intervenção de modernização da Escola D. João de Castro visou a adaptação da estrutura existente a um novo programa funcional. Além de acolher a Escola Secundária Fonseca Benevides, transferida das antigas instalações em Alcântara, estas instalações são também utilizadas pelo Centro de Formação Profissional da Indústria Eletrónica - CINEL, partilhando salas de aula, laboratórios e outros espaços, associando à antiga instituição de ensino secundário o Pólo de Formação de Eletricidade e Eletrónica.

A intervenção procurou salvaguardar a identidade do edifício original, complementando-o. Para esse efeito, procedeu-se à articulação do edifício existente com uma nova edificação, definida por um sistema de edifícios justapostos ao existente.

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Foi criado um novo corpo com 3 pisos acima do solo, que contém o conjunto de espaços laboratoriais e oficinais (eletrónica, eletromecânica, informática, micro-soldadura, eletrónica de circuitos, domótica e energias renováveis) e respetivos espaços de apoio e secretarias. A circulação original foi ampliada para servir os dois corpos, resultando o aparecimento de um espaço central.

O novo corpo materializa uma nova frente, definindo o acesso público principal.  O desnível entre o piso 2 e a praça alberga os novos espaços de refeitório-cafetaria e as zonas de convívio.

Ao corpo do antigo ginásio é associado um espaço desportivo coberto que permite a sua utilização pela comunidade exterior.

Antes da Intervenção

Depois da Intervenção

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